sábado, 14 de outubro de 2017

A última das últimas chances, hoje.

O som de duas teclas do piano
a respiração,
agora viria a imaginação ou a lembrança?
Toda lembrança está lambrecada de imaginação.
O que quer da vida?
O que a vida quer?
E a gente segue, querendo agradar
ser agradada.
E a gente segue.
Compreendendo e sendo forçada a acreditar que tudo não passou de ilusão.
A música acabou.
A vida pausou.
A rotina voltou.
É a visão de uma pedra sendo atirada na água e afundando.
Imaginamos que ela chegará até o fundo, nos viramos e fim.
Só que não é o fim.
Apenas nos distanciamos da pedra.
Até que um dia, alguém acreditará em mim e me fará acreditar.

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